quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Minha preferida Casa/Quinta da Torre das Neves

Por vários motivos deixei para o fim a Casa/Quinta da Torre das Neves, é que está situada no Largo das Neves, mas, a ocupar duas freguesias, Mujães e Vila de Punhe.
Vulgo conhecida por quinta das «Barretas», cuja casa fica no lado de Vila de Punhe, daí, pertencer a esta freguesia, aliás e seguindo «regras», é o sítio da chaminé (outros dizem que é o da lareira...vem ao mesmo), que determina a sua localização. 
Ainda no dia 5/2/013 passei por lá, tirar «medidas», para não cair na tentação de mentir, mentiras que tanto mal tem feito a Vila de Punhe ...não é que seja infalível mas, e só por lapso, o faria, pois que a aldrabice não está de acordo com a minha índole.
Deveria ter 10/11 anos quando a quinta foi desventrada (ligando-a, também, ao itinerário de quando ia para a escola primária (Rua do Outrelo), a escassos metros do início deste troço), para dar passagem à estrada Viana/Braga e, assim, com a estrada nova (como ainda é conhecida), desviar o trânsito do Largo das Neves. Obra da JAE, conduzida por Sebastião (Piçarra), do Outrelo, Vila de Punhe.
O que ninguém sabia  e muito menos escreveu,  tenho raízes nesta quinta: antes das «Barretas», meus avós maternos eram os caseiros ...ali nasceu minha mãe, a 7 Dezembro 1916, de onde saiu, aos 7 anos de idade, para o Lugar de Arques.
As marcas, essas (como acontece com muitos marcos das bouças no Monte de Roques), ainda não se apagaram como, por exemplo: «Ti Maria da Quinta», minha avó, e «Tia Olímpia da Quinta», minha mãe, ou seja, «quinta», pelo fato de ter vivido, e durante muito tempo, nesta quinta.
Há uns tempos atrás, em jeito de tira teimas, com alguns sabichões das Neves e não só, armados em conquistadores (proprietários) do Largo das Neves, e que tentaram, por todos os meios, enxovalhar-me e/ou «botar» abaixo (sem sucesso), ficaram boquiaberta, quando lhes atirei com esta bomba relógio às bentas.
Dizia, numa das minhas crónicas, sobre as quintas na freguesia, que certo colaborador (ratinho) tinha dito que existiam 7 quintas em Vila de Punhe (até a mim, enganou) ...daí o ter feito referência à mentira, pois que, para além do muito mais, e que sirva de exemplo, já divulguei 9, ou seja, mais duas. Que credibilidade dar a enraizados charlatães?!
Foto 1; Casa/Quinta da Torre das Neves, vista do largo do mesmo nome.
Foto 2; troço de estrada que rasgou a quinta ao meio.
Foto 3; brasão sobre entrada princpal. 
Feliz por ter divulgado mais um pouquinho de história da minha Terra. 






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ainda as quintas de Vila de Punhe

 Nem é preciso grande esforço para comparar mentalidades de outrora, de donos de quintas, em Vila de Punhe, com as atuais, é que pouco ou nada mudou, ou seja, megalomania enraizada , salvaguardando, como em tudo, exceções, como é o caso da Casa/Quinta Sª do Carmo (Dª Ester),  a Casa/Quinta da Portela "São Cristovão" (eng. Barbosa), e a Casa/Quinta da Bouça (Dª Branquinha) que, Segundo o filho, aprecia incondicionalmente minhas crónicas sobre a ancestralidade da freguesia e não só (o meu muito obrigado).
Ao contrário do que diz certo «ratinho», correspondente de Barroselas, para jornais regionais, locais, etc, que é a freguesia do Alto Minho, que mais quintas tem, 7, quando, na realidade, são 8, como recentemente publiquei nos meus blogs: «mansoas.blogspot.com», e «monteroques.blogspot.com», entre outros, partilhado com o «Facebook, Twitter e Google», sem contar cerca de meia-dúzia de quintinhas. Mais grave, e como dizia minha avó materna, a analfabeta sardinheira «Ti Maria da Quinta», mente (o ratinho) como um cesto roto. Note-se que apaguei do meu blog (monteroques.blogspot.com), a crónica sobre a Casa/Quinta do Cruzeiro (Coutinho) ...sem comentários.
Sem querer melindrar ninguém, a Casa/Quinta da Portela (São Cristóvão), Milhões, para além de ser uma das mais antigas é, também, uma das mais belas, a começar pela fachada da entrada principal; o velhinho moinho; as captações e canalizações da água vinda do Monte de Roques (Santinho).
Depois temos aqueles que não lhes chega o espaço que têm, ou melhor, não cabem nas «calças», tentando alterar tudo e mais alguma coisa inclusive o nome das quintas, sem se ralar com as origens.
Também não ficam bem na fotografia, os «miseráveis» que vendem o «património», como aconteceu com antigas canalizações em pedra, que levavam a água, a partir das captações, até às quintas.
 Ao contrário da Dª Branquinha, e pouco mais, havia quem se recusasse a dar informações, ao ponto de recorrer a atitudes humilhantes, dar informações falsas, e/ou fugir aos contatos, tudo isto para dar a exclusividade a padres, «historiadores» inclusive forasteiros (mesmo que recorram à mentira) enfim, a mania de VIPs, que só pode vir de mentalidades antiquadas.
Foto 1; brasão, sobre bonita janela, na Casa/Quinta da Bouça (Dª Branquinha), Arques.
Foto 2; Casa/Quinta do Carmo (Dª Ester), fotografada a partir do Largo do Ribeiro (Bonfim), Arques.
Foto 3; moinho e canalização de água, vinda do Monte de Roques, na Casa /Quinta da Portela (São Cristóvão), Milhões.
Só o Lugar de Arques (onde nasci) tem 4 quintas, todas no sopé do Monte de Roques.





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Suave melodia para pilares da minha vida




Que teria sido de mim (ou, suponho, de qualquer outra pessoa), se não tivesse amigos de grande qualidade. Estão, pois, convidados para o meu aniversário de 28 de Janeiro 2013. E o convite não é mais que uma forma de homenageá-los, tanto mais que, só 2, ainda vivem, e são eles, Dr Manuel Moreira (Vila de Punhe), e o Dr Vasco Gama, do Centro hospitalar de Vila Nova de Gaia (e sua equipa) ...ambos, ligados, de muito perto, ao meu problema de saúde, do final de Agosto 2006.
A tenacidade do Dr. Garção (tinha consultório nas Neves), foi crucial, ao detetar, em 1955, o mal do pott (IIIº lombar), "tuberculose óssea»". 
Em Dezembro do mesmo ano, Dr Artur Mesquita (cirurgião), operou-me no sanatório da Gelfa, Afife, mas, para isso,  muito contribuiu a oportuna intervenção do ex pároco de Mujães, Manuel Vilaverde, para  urgentíssimo internamento, ou seja, em vez de esperar vários anos, esperei 3 meses apenas ...se assim não tivesse sido, teria ido p'ros anjinhos.
A querida jovem professora Isabel, de Bragança, apesar de ter faltado muitas vezes às aulas, devido à grave doença, fez com que, nesse mesmo ano, passa-se no exame da 4ª classe ...«milagre» ...imagino que, na escola do Carmo, em Viana do Castelo, tivesse havido «muitos corações a bater por mim» ...só assim...
A intervenção de Drª Lesueur, minha oftalmologista, no início de 1990, em Paris, França, ao enviar-me com urgência, para o «Hôpital Cognacq Jay», de  Dr (prof) Pierre Costanzo, evitou que tivesse ficado cego do olho direito.
Ainda em Paris, o carinho/apoio de Mme Helène Milleret, (minha   professora de canto) e de Maxime Belliard (crítico de arte), foi muito importante. 
A minha grande amizade com Daniel Lima, resume-se numa palavra: lealdade. Apreciava, para além do mais, meu trabalho musical.
Meus cães, Joyeux (1974, mais conhecido por Porto), "berger des Pirenées" e, 12 anos mais tarde, o Rocky (mesma raça) e o Tobby (pointer), por estranho que pareça, davam-me muita coragem. 
Sem esquecer o Sr Leandro Quintas Neves, fundador da farmácia com o mesmo nome, quem me fez, aos 9/10 anos de idade, o primeiro curativo, no rosto ...num domingo à tarde.
Se festejo meus «17» anos (hehehehehe!!!), neste 28 de Janeiro 2013, é graças a estes sólidos pilares, daí, «Suave melodia para pilares da minha vida». Haveria outras mas, são estas pessoas, sem dúvida, as mais marcantes na minha vida ...por isso trago-as a todas, e para sempre, no coração.

A foto do Joyeux (Porto), Berger des Pyrenées, merece especial destaque, pois que, juntos, sofremos muito (o que não aconteceu com os outros cães).
Para meu aniversário, meus pais vieram de moto (zundap), de muito, muito longe; no verso da foto pode ler-se (ver fotocópia), tal como no original: «Aqui te Enbio este bride Como lembrança dos teus Anos, adepois aida dizes que atua mãe não é tua amiga, tua mãe, Olímpia da Silva Ribeiro e companhia». Esta foto deve ser do ano de 1968. Maravilha. 
Vou abrir champanhe ...«français, s'il vous plait», hehehehehehehe!!!


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A humildade é cada vez mais rara

Mais um assunto suscetível de fazer corar e/ou envergonhar milhares. 
No dia 6 de Setembro 1990, como documenta a fotocópia, recebi o último convite da «Acção privada a favor do mundo cultural», sito em Paris XVI, França.
Todos os 6 meses, Abril/Setembro (e durante 25 anos), recebia um convite (ver foto) para passar no «vestiaire (vestiário)»; instituição que se dedicava exclusivamente a apoiar artistas, professores, estudantes, etc, com carências financeiras, como era o meu caso. Para este último (6 de Setembro), não pude passar, pois que, desde o dia 10 de Abril do mesmo ano, que estava definitivamente de volta à minha linda terra natal. 
A que propósito este oportuno «raspanete?!», para que possa servir de exemplo, acompanhado, como sempre tento fazer, do respectivo comprovativo ...só para dizer que, como «sou Madre Teresa de Calcutá» em ponto pequenino,  não me falta vontade, às vezes, de mandar, quem vem a minha casa, pedir ajuda, para um sítio muito feio, tal é a esquisitice, o egoísmo, a ganância e, sobretudo, a ingratidão ...pior ainda, a falta de respeito (educação, que eu saiba, é gratuita mas, nem toda a gente a tem). Este meu desabafo vai direitinho para esses ...felizmente poucos.
As senhoras da instituição parisiense, eram atenciosas, atendiam com muito carinho ...sempre prontas a ajudar quem mais precisava ...quem se dedicava à cultura. Para o conseguir, muito devo à minha professora de canto, Madame Helène Milleret. A todos (as) fico muito grato.
A humildade é cada vez mais rara. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Maldade e má fé que faz tropeçar






Repito, vezes sem conta, quem anda de má fé,  mais tarde ou mais cedo, acaba por tropeçar. Apesar de, ao longo da minha vida, ter sido perseguido por essas (e outras) «pragas», não dou cavaco; e é, certamente, a principal diferença, com quem não consegue libertar-se delas. Para ser sincero, até gosto ser atacado por «fracos» ...se assim não fosse, não recorreriam a tais covardias. Mas, lá porque não dou trela, de vez em quando sinto necessidade de recordar e/ou descrever novos casos.
Há uns anos atrás, certo padre, enviou (ver fotocópia), por via, baixo da mesa, a diretor de jornal (onde eu era colaborador de Vila de Punhe), uma carta cujo objetivo era, para além do mais, e como documenta a fotocópia, o de denegrir ...falhou aliás como em muitos outros casos. Pura maldade, baseada na mentira.
Há 3 semanas atrás, auto-fotografava-me, juntamente com alguém, e cuja esposa (armada em esperta) não percebia patavina, ou seja, que eu estava a auto-fotografar-me. Resultado, não sabia que, nas minhas costas, ficaria, também, na foto mas, a fazer troça de mim ...inacreditável.
Apercebendo-me disso, ao visualizar a imagem, sugeri para que se tirasse outra foto e, enquanto o marido sorria para o objectivo, e olhava de canto p'ra esposa, virei-me, subitamente, e lá estava ela, a ricaça imigrante (podre de mania), a gesticular as mãos ...a fazer pouco de mim. Só lhe perguntei se estava bem da cabeça. 
Na 1ª foto, ao fundo, a nível da ponta do meu boné ...foi, sensivelmente assim, que apanhei, a pobre de espírito, em flagrante.
Porquê tanta maldade?!



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Respeite o dador de sangue











Como dador de sangue em Paris e depois em Portugal, durante mais de 4 décadas, tenho vindo, desde há muito tempo, a insurgir-me contra atitudes que nada têm a ver com a dádiva de sangue como, por exemplo, a festa anual, alusiva ao aniversário LAHV, que mais parece propaganda VIP (camarária), sem contar a «discriminação» que daí decorre. 

Foram muitas as tentativas frustradas, vindas de todo lado inclusive para jornal, onde era o colaborador de Vila de Punhe, para me calar. Ainda há bem pouco tempo escrevi sobre o assunto, neste blogue.
O pior é quando a razão/verdade sobe à tona, e foram tantas vezes: hoje  mesmo, 16 de Janeiro 2013, foi apresentada na assembleia da república uma petição sobre as taxas moderadoras; logo na altura tinha alertado para as consequências ...«até me queriam matar». 
Pois é: em 2012, houve menos 12% de dádivas, e tende a agravar-se, daí a petição, para acabar com as taxas moderadoras para os dadores de sangue. Curioso é o fato do responsável pelas dádivas do Hospital de Viana do Castelo encabeçar a referida petição.
Nunca precisei que nenhum fingido pastor me indicasse o caminho para dar sangue. 
Dê sangue.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quinta do Outrelo (Dª Inês)


A atribuição de Quinta do Outrelo, é o mais adequado, pois que está localizada no Outrelo. Neste ponto, estou em sintonia com  Dª margarida, da Casa/Quinta do Monte, quando diz  que deveria ter sempre em conta o sítio onde está localizada  a quinta e não só.
Fica no caminho do tempo em que ia à ex. escola  primária (situada a 200ms) ...nessa altura (ainda agora), era mais conhecida por Quinta da Dª Inês, ex. proprietária, e onde morava.
O atual proprietário não é de Vila de Punhe, fato que, muitas vezes, mexe com falta de sensibilidade patrimonial.
Se na ex Casa/Quinta do Sousa (no Bonfim), fizeram -se alterações que nem ao diabo passariam pela cabeça, como, por exemplo, atribuição do nome «quinta do paço» (ridículo), o da Casa/Quinta da Dª Inês, vendeu   (são as suas próprias palavras) a antiga canalização cuja captação (mina) está situada no Rexio. Mais grave, quem as comprou, fez parte da anterior junta de freguesia. Penso que a atual junta de freguesia tinha meios para impedir o negócio, pois que, os cerca de 300ms de canalização, ocupavam a via pública.
Foto 1; casa.
Foto 2; Mina no Rexio.
Foto3; Miserável estado em que ficou a antiga canalização ...toda desfeita, em plena via pública.
Foto 4; tanque, para onde ia a água, e que também servia de rio para lavar roupa, 
Acredito que, mais tarde ou mais cedo, teremos uma junta de freguesia menos virado para «tavernas», ou seja, que dê mais interesse à preservação do património...à cultura.