Não tenho dificuldade em reconhecer e corrigir dúvidas que, de uma forma ou de outra, tivessem existido nalgumas das minhas anteriores publicações, como é, sem certezas, o caso.
Há uns 4/6 anos atrás, pus-me a olhar, um pouco mais demorado, para a fachada da boca de serpe, e achei que estava diferente, esburacada, desfigurada mas, não dei grande interesse, pois que o essencial estava/está sempre lá ...as «grutas».
Há uns tempos atrás, Manuel Barros (Alemanha), baseado numa foto que eu acabava de publicar no meu mural, Facebook, achava que a parte superior da dita fachada, parecia ter sido trabalhada e/ou moldada. Disse-lhe que sempre foi assim.
Ora, na manhã de Sábado, 22 de Setembro 2012, meu jovem vizinho, Rafael Cruz, fã da bicicleta e dos labirintos do Monte de Roques (Santinho), encontrou-me no penedo da pegada e, ironia do destino, tocamos no assunto: diz que parte da fachada tinha caído, e que foi necessária a intervenção duma «máquina» para desobstruir a entrada.
Fui lá, 3 vezes, durante a semana, para analisar, ao pormenor, o que teria acontecido, e devo dizer que,
olhando ao estado da «padieira», lisa/frágil, é muito provável ter existido «derrocada» ...mas não é possível ter a certeza de que a pedra, que pode ver-se em frente, no chão, pertença, toda, à boca de serpe, tanto mais que, do lado direito, e no mesmo
alinhamento, é bem possível ter caído alguma pedra.
Foto 1; parte superior, lado direito, marcas de pedras que se desprenderam?!
Foto 2; pedras na parte inferior da foto, que pertenceram à fachada?!
Foto 3; lado superior direito da foto, de onde também poderia ter havido queda de pedra.
Sou como São Tomé: - «Ver para crer»! Acho muito estranho não ter visto nada.
Domingo passado, 16 de Julho 2012, a meio da manhã, na zona do marco branco, descia Pedro, 10 anos de idade, mais o avô, monte abaixo, enquanto eu seguia em sentido inverso.
O avó passou imediatamente à reserva, ou seja, para segundo plano, tal era o fascínio do jovem «arqueólogo» pelo histórico do Monte de Roques, ao ponto de convencer o avô a dar meia volta, e a visitar algumas esculturas, como documentam as fotos.
Ao contrário do avô, que incessantemente relembrava a hora do taxo, e a «tareia» que ia levar ao chegar a casa, o Pedro (como eu) enchia a barriga de Belas esculturas, habitações antigas, achados e sei lá que mais.
Só quem me conhece sabe a alegria que o Pedro me estava a dar ...ainda na última crónica dizia: «Futuro de Roques aos jovens pertence» ...quer melhor
prova!?
Tenho encontrado muitos jovens no Monte Roques a pé, a cavalo, de bicicleta, de moto, moto-4 que, para além do mais, visitam o local, informam-se, antes de opinar, sobre o que quer que seja ...prudência que tanta falta faz à maioria dos adultos ...para não dizer dos convencidos.
Bem, quanto ao atraso do avô, para o taxo, foi de apenas 30 m e, pelos ecos desta manhã, enquanto ia monte acima, a avó perdoou, na condição que seja a última vez.
Foto 1, junto à escultura que os madeireiros acabam de virar de patas p'ro ar (p'ra roubar?).
Foto 2, nas ruínas de casa antiga.
Foto 3, na barriga do «Penedo da Paixão».
Foto 4, no balneário, resultado da pesquisa de Tarcísio Maciel.
Felicitações arqueólogo!
Milhares de leitores, de mais de 80 países, seguem os meus escritos mas, e por estranho que pareça, a América é, de longe, o país com mais seguidores da minha pesquisa, sobre o histórico do Monte de Roques (Santinho). Pela negativa, os portugueses (em particular os residentes locais) são dos que menos se interessam, exceto quando é para defender mentiras acumuladas aos longo dos tempos ...julgo que já não é novidade para ninguém.
Muito mais contente fico ao constatar que os jovens, e sobretudo Eles, estão a desligar-se de tudo que alimentou, durante «séculos», um sem número de invenções populares (mitos), em particular deste o dia 18 de Julho 2012, data em que «virei do avesso» os orifícios da boca de serpe, que não são mais, repito/espante-se, que 2 banais buracos. Aliás e desde então, a única coisa que me desperta alguma curiosidade, é a fachada da entrada, onde se inclui o início dos referidos buracos.
No passado Sábado, 15 de Setembro 2012, foi surpreendido pela visita de 2 (jovens) ex.alunos, Torcato Ribeiro, prof. de cultura física, e que, de longe em longe avisto, sempre a correr. O Nuno Gonçalves (Moreira), médico/oftalmologista (no Hospital S. João, Porto) que, em cerca de 8 anos, avistei uma única vez (no funeral do irmão).
Inevitavelmente a conversa centrou-se sobre maravilhas do Monte de Roques ...enquanto íamos devorando belas fotos (como eles diziam).
O Torcato (como o pai), é dotado de força humorística e, entre outras, saiu-se com esta: - «Nunca ninguém lhe disse que as fotos foram fabricadas?!», o mais curioso (como lhes transmiti), já tinha imaginado, numa das minhas últimas crónicas, essa possibilidade; utilizei a expressão, manipular.
Combinamos subir lá cima, as vezes necessárias, para que possam presenciar, a veracidade de tudo quanto fotografei/divulguei, a começar pela boca de serpe e a pegada.
Deslumbrados com as fotos, alertei-os para estar atentos aos convencidos, que não acreditam em nada, exceto nas suas invenções, ou seja, querem figurar nos pergaminhos do Monte de Roques, pelos piores motivos...a mentira.
Foto 1; a posição atual da escultura.
Foto 2, a posição em que se encontrava, antes dos madeireiros, que andam na bouça do «Chula», a terem virado de «patas» p'ro ar ...cheira-me a roubo, como muitas outras que fotografei mas, já lá não estão, desapareceram. Repare na 2ª foto, as marcas de guilhos ...o mesmo quer dizer, antiga tentativa de roubo, falhada.
Acredito na juventude.
Como vezes sem conta tenho dito, só escrevo sobre casamentos, quando existe algo que me parece interessante. Ora, este Verão (ano) otei por este. Que ninguém me leve a mal.
Há cerca de 8 anos atrás, fui ao casamento de uma ex. aluna (que também foi convidada) e, a certa altura, o Zé domingos (noivo), veio ter comido: - «Está a ver aquela moça ali (noutra mesa) ...o que acha, é linda, não é ...!? Gosto dela». E é a mim que dizes isso (respondi) ... vai-lho dizer a ela! E foi (...) uns minutos mais tarde voltou contentíssimo: «resultou». Dançaram toda a noite e, se calhar, até se beijaram! Soube ontem que começaram a namorar cerca de 5 dias mais tarde.
Durante o namorico, divertia-me muito com o noivo que, de vez em quando, inconsolado, vinha me fazer queixumes: - «agora é de vez, acabou-se, é a rotura, estou farto», etc. A Helena (noiva), deve ter muita paciência, é que, se o Zé Domingos ganhou coragem para ir ter com ela, no dia (noite) do primeiro contato, Ela soube lutar por aquilo que mais queria ...por quem amava ...pelo grande amor da sua vida ...e foram quase 8 anos ...mas conseguiu!!!
Lá estavam eles, felizes, rodeados de amigos, na simples, mas linda igreja de Durrães, preparados para o enlace, ao são de lindas vozes, que cantaram, para além do muito mais, a Avé Maria de Schubert; e devo dizer que, para além das lindíssimas vozes, a simplicidade dos intervenientes, como pode ver-se na foto, merece nota máxima.
As maiores felicidades para este simpático casal, Helena e Zé Domingos.
Foi um lindíssimo casamento, neste solarengo Sábado, 18 de Agosto de 2012.
Desde há algum tempo que correm rumores de que o padre de Vila de Punhe vai-se embora, depois das festas da freguesia, que se realizam neste fim de semana (10 a 13 de Agosto). Desconheço o verdadeiro motivo, mas não ficaria nada mesmo nada surpreendido.
Em 3 anos que cá esteve, elogiei-o (coisa rara) por 3 vezes e, só por isso, sabia que não ia cá ficar muito tempo, ou seja, que ele não iria suportar, por muito tempo, certas mentalidades antiquadas.
Sei do que estou a falar, e dou este exemplo, entre muitos outros: esta junta de freguesia, logo que foi eleita, há cerca de 14 anos, uma das primeiras decisões que tomou, foi a de extinguir a escola de música, situada no edifício da junta de freguesia, para lá colocar a biblioteca Amadeu Torres, que sempre esteve às moscas. Note-se que o presidente farta-se de apregoar cultura ...muita parra e pouca uva, como se tem visto.
Cheguei a escrever para o livro das festas de Vila de Punhe, só que, certo padre, convencido historiador, censurava, ao ponto de mandar cortar certas frases do conteúdo. Ele escrevia o que muito bem lhe apetecia, sem dar possibilidade de resposta.
Por exemplo, na última vez que escrevi para o livro (2009) publiquei a foto da comissão de festas de 1951. Ora, mais tarde, já a crónica tinha sido publicada, António Fernandes (Piçarra), quem gentilmente me cedeu a foto, apercebeu-se de que me tinha dado uma data (informação) errada, ou seja, a data correta é,1953. Apesar de ter dito, na crónica, que a informação vinha de quem me tinha emprestado a foto, o historiador tentou, com unhas e dentes, culpar-me, através da sua crónica do ano seguinte. Moral da história, devido à censura, só hoje tive a oportunidade de repor a verdade.
Por isso compreendo o pároco de Vila de Punhe que, como testemunhei, durante cerimónias fúnebres ...com ignorantes, nem p'ro céu, nem p'ro inferno.
Da esquerda para direita, nomes da Comissão de Festas 1953: Manuel Lima, Daniel Coutinho, emblemático pedreiro «Ti Zé Áurea», padre David (único sobrevivente), António Ribeiro (Lua), Adriano Sousa (Campanária), Sebastião Fernandes (Piçarra) e David «Gaivoto».
Quem procura a verdade ganha inimigos. Em jeito de preâmbulo diria (e não é a 1ª vez), enquanto criança nunca fui convidado para ir de anjinho na procissão das Festas das Neves, talvez, por ser pobre, ou não aceitavam quem fosse de chancas. Fui, isso sim, convidado, uma única vez, para participar no livro alegórico ao centenário da Capelinha da Senhora, que recusei, devido a restrições de liberdade de expressão. Se não admito barreiras à minha liberdade de opinar, de pensar e escrever, depois de ler o livro (s) fiquei ainda mais convencido, de que a minha recusa tinha sido a melhor opção, e deixo aqui um exemplo: No livro de 2010, alegórico às festas, foram enumerados «todos» os artistas que, ao longo dos anos, foram cabeças de cartazes ...a autora da crónica (publicação) não teve o cuidado que se impunha, ou seja, se não haveria pelo meio inverdades.
E foi o que aconteceu, o borra-botas do Nicolau Breyner, desprezou as festas/o público ...com toda a gente à espera, até ao último segundo, na noite do espetáculo, não apareceu no Largo das Neves, nem avisou que não vinha. Desde então, e já lá vão umas décadas, quando aparece nas telenovelas e não só, mudo de canal.
Pena que se dê destaque a um zé ninguém alentejano, omitindo o «Ti Zé Áurea» (3ª foto) entre outros, do Lugar de Arques, que tanto fez pela sua freguesia: foi ele quem deu a pedra para murar o Campo do Neves FC; ofereceu o suporte da bandeira de Vila de Punhe, assim como o do Largo das Neves (Festas das Neves), etc.
Os livros das Festas das Neves estão cheios de histórias mal contadas...não fale do que não conhece e/ou não sabe, para o bem das nossas aldeias.
A família Malhoa é, este ano, cabeça de Cartaz.
Segundo a comunicação social de hoje, terça-feira, 17 De Julho 2012, Viana do Castelo é dos 3 distritos (inclui Lisboa), que mais cortes de água faz ao consumidor, com dificuldades para pagar, devido à crise, cerca de 800 por mês.
Ora, a despesa do panfleto, que recebo todos os meses, na minha caixa do correio, anexado à minha fatura da água, a fazer propaganda eleitoral para o presidente da Câmara, não poderia servir para atenuar as dificuldades de quem não pode pagar?
Posso não adiantar nada em denunciar que não quero lixo na minha caixa do correio mas, também, não me calarei.
Quem não conhece o slogan: - «primeiro as pessoas». Fingidos.